Se há uma coisa de-se-gra-dá-vel é ser forçado a aceitar algo sem consentimento. Quando isso se dá no âmbito religioso, chama-se proselitismo. Penso que devemos fazer algumas considerações sobre o tema:
Na minha humilde opinião, se uma pessoa anda com uma burca ou uma camiseta da Virgem Maria na rua, não quer dizer que esta pessoa esteja querendo te converter. Ela simplesmente está vivendo o que acredita sem afetar negativamente as pessoas ao redor. Se você não gosta da burca, simplesmente ignora e continua com suas convicções normalmente. Agora, o que dizer de uma pessoa que pega o celular e ouve música gospel num ônibus lotado?
O que dizer de uma pessoa que “do-nada” começa a pregar no metrô justamente entre uma estação e outra? Temos que ser justos e pontuar, não há nada demais em uma pessoa andar com a bíblia embaixo do braço ou abri-la sobre a sua mesa de trabalho. Isso não fere em nada a individualidade das pessoas.
Digo tudo isso porque nesta semana já me deparei com dois casos de pessoas ouvindo som alto, fazendo uma espécie de miniculto sem hora marcada. Nas duas ocasiões me deu uma vontade tremenda de pegar o fone de ouvido que tinha no bolso e oferecer às pessoas.
Desde criança aprendi como que por osmose que não devemos impor nada aos outros. Não acho que isso seja uma questão religiosa, mas uma questão de educação. Ainda assim, lembro que do ponto de vista religioso sempre fui ensinado a levar a Palavra de Deus aos que quiserem aceitar. A religião deve respeitar o livre-arbítrio de cada ser humano. Cristo não colocou corrente em nenhum pecador para obrigá-lo a ouvir seus ensinamentos.
Peço aos caros leitores que não compreendam este post como uma implicância ou como uma agressão aos protestantes. Pelo contrário, quero que este seja um meio de conscientização por meio do diálogo. Acho que só assim construímos algo produtivo.
Portanto, proponho uma enquete sobre o melhor título para esta campanha de conscientização social:





