O trecho do papa Paulo VI, no Discurso em 29 de Junho de 1972, ainda é extremamente atual. Existe uma clara ligação entre o que ele falou na ocasião e o que certos bispos que deveriam apoiar o papa têm feito em prejuízo do sucessor de Pedro:
Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz..
[A reluctant sinner; Tradução: Sentinela no escuro] A arquidiocese de Berlim decidiu realocar o espaço para a celebração da missa com o papa Bento XVI em Berlim. A missa, agendada para 22 de setembro foi transferida do Palácio Charlottenburg para o Estádio Olímpico da cidade. O local ficou maculado por ter sido construído pelos nazistas na tentativa de justificar seu regime pelo mundo. Foi precisamente neste local que Adolf Hitler buscou promover suas idéias sobre a supremacia racial. Também foi o local onde Jesse Owens, líder civil e atleta negro, constrangeu o ditador nazista ao vencer quatro medalhas de ouro durante os jogos olímpicos de 1936.
Porque alguém com um mínimo de senso permitiria que o papa Bento XVI celebrasse uma Missa neste local foge do meu entendimento. É verdade que o beato João Paulo II utilizou este local para uma missa de beatificação em 1996, mas ele era polonês e sem qualquer ligação com o regime nazista – fora o fato de ele ter sido uma vítima estrangeira do regime. Entretanto é sabido que nosso atual pontífice foi forçado a juntar-se à juventude hitlerista quando adolescente e até mesmo a servir no exército alemão durante a II Guerra Mundial. Apesar disso, aqueles que leram suas memórias sabem que Joseph Ratzinger desprezou os nazistas e seus males. Também é fato que os inimigos da Igreja constantemente têm usado a juventude do nosso amado papa para caluniá-lo, descrevendo-o como “um nazista”.
Seria possível que o estigma sobre o papa Bento XVI não fosse expressado por alemães secularistas e inimigos da Igreja com a vergonha do passado nazista forçando o silêncio a respeito do assunto? É bem difícil dissuadir alguém de chamá-lo de nazista por ter sido um membro da juventude hitlerista quando seu próprio avô provavelmente fez parte do mesmo movimento! Apesar disso, certamente, aqueles membros da Igreja Alemã responsáveis por planejar a visita do papa Bento XVI em setembro estão cientes de que muitos da esquerda, do lobby gay, bem como ateus e secularistas pelo mundo fizeram o possível para prejudicar a imagem do papado e da Igreja Católica referindo-se a Bento XVI como “nazista”. É preciso apenas digitar as palavras “Pope Benedict…” no Google para perceber que uma das primeiras sugestões para a pesquisa contém a palavra “nazi” (nazista).
O fato de que o papa Bento XVI agora celebrará a missa neste templo ao nazismo, o qual muitos de fora da Alemanha veem com o máximo desdém possível; Parque onde os Rallies de Nuremberg ocorreram, é como um sonho se tornando realidade para os inimigos da Igreja. Eles irão maximizar esta insensatez ao mais completo potencial, enquanto outros preocupam-se porque este papa está sendo levado de uma gafe a outra por aqueles que deveriam assessorá-lo.
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A justificativa para a mudança é que o Palácio de Charlottenburg não comportaria a intensa demanda de alemães interessados em participar da missa com o papa em Berlim. Ora, um país que sediou a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos não tem estádio que comporte uma missa? Com amigos assim…





