Lei Shiyin, bispo de Shantou, excomungado em Julho passado por conferir a sagração episcopal sem sem mandato pontifício
[BBC News; Tradução: Sentinela no escuro] É impossível saber ao certo quantos cristãos existem na China hoje. Porém, ninguém pode negar que estes números estão explodindo.
O governo afirma que são 25 milhões, sendo e o 18 milhões de protestantes e seis milhões de católicos. Todas as estimativas independentes concordam que estes números sejam amplamente subestimados. Uma cifra conservadora é 60 milhões. Já existem mais chineses nas igrejas aos domingos que em toda a Europa.
Os novos convertidos podem são desde camponeses nas remotas zonas rurais à sofisticada classe média na efervescência das cidades.
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Tanto os protestantes quanto os católicos são divididos em igrejas oficiais e não-oficiais.
A oficialmente sancionada Associação Patriótica Católica delega seus próprios bispos e não é autorizada a manter relações com o Vaticano. Apesar disso, é permitido que os católicos reconheçam a autoridade espiritual do papa.
Existe uma igreja católica clandestina maior, apoiada pelo Vaticano. Passo a passo o Vaticano tem se mexido em busca da acomodação. A maioria dos bispos agora é reconhecida por ambas as partes, sendo que nenhuma das partes admite a superioridade soberana do outro.
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A Igreja Protestante Oficial cresce mais que o catolicismo.
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Esta reportagem da BBC traz algumas informações interessantes. Existe uma constante tensão entre o Vaticano e o governo chinês. Isso porque apesar de, como diz a reportagem, as relações estarem um pouco mais amistosas, bispos continuam sendo “ordenados” sem a nomeação papal. Por outro lado, para mim não é tão surpreendente que os protestantes estejam crescendo mais que a Igreja Católica na China. É muito mais fácil bater num Golias que num exército de “Davis”.
Outro ponto interessante é a questão da crise do cristianismo na Europa. Não seria difícil que as igrejas na china estivessem lotadas. Afinal, a China tem a maior população do mundo. No entanto, a Europa é o berço do cristianismo. No mês passado pude perceber isso bem quando fui a Portugal. Igrejas lindas, enormes, mas quando não estavam vazias, estavam repletas de turistas meramente interessados na arte ali disposta. Não é à toa que tanto João Paulo II quanto Bento XVI faziam tantas Viagens Apostólicas pelo mundo. Superando suas debilidades e idades avançadas eles foram aos mais longínquos rincões da terra dar o exemplo de que é preciso “ir por todo o mundo e anunciar o Evangelho” (Mt 16, 15).
Esta reportagem também me fez lembrar dos grupos de chineses e coreanos que encontrei pessoalmente durante a Jornada Mundial da Juventude em Madri. Não, ninguém me contou – eu vi com os próprios olhos. Eles atravessaram metade do mundo para ver o “Doce Cristo na Terra” na Espanha. Eles que muitas vezes têm que assistir a missa em suas casas por conta das dificuldades que o governo chinês insiste em impor à Santa Igreja. Neste dia, peçamos a Deus pela China. E mais do que nunca, vivamos a nossa fé nas coisas mais simples do dia a dia, onde estivermos, pois, como dizia José Freinademetz, um santo que passou 30 anos na China, ”O idioma que todos entendem é o amor”.





