Hoje em dia impressiona-me a quantidade de gente que abandona a fé católica sem ao menos conhecê-la. É realmente incrível. Eu amo a Igreja e amo a fé (este dom) que Deus me deu. Apesar disso, não posso dizer que conheço um terço do catolicismo. Quem diz abandonar a Igreja pela “chatisse” das missas é como o menino que passa a vida odiando a matemática por não entendê-la. Ora, existem professores e professores. O fato é que a maioria dos professores de matemática não são bons. Será que como católicos estamos fazendo bem nosso papel de evangelizadores? De pessoas que deveriam ser imagem de Cristo para o mundo?
Pensando nisso, encontrei um texto do Our Sunday Visitor que nos trás dez razões para você conhecer mais esta fé antes de abandoná-la ou trocá-la como se troca de roupa. Adaptei algumas partes, pois o texto é grande. Espero que gostem:
1.Visite Roma
Roma é, obviamente, onde vive o papa e onde está a Basílica de S. Pedro e a Capela Sistina. Adicionalmente, pode-se lembrar que muito do que restou de melhor das civilizações cristã e pagã encontram em Roma um lar natural. É um lugar que enfrentou epidemias, viu suntuosos festivais pagãos e cristãos, além de tem sido ocupada pelos mais distintos grupos: desde hordas bárbaras a nazistas. Não obstante, permaneceu obstinadamente a Sé de Pedro mesmo quando o papa foi enxotado para Avignon. Por fim, lá se come boa comida italiana, fica a poucos quilômetros de Assis, Florença e do túmulo de Padre Pio (assim como milhares de lugares transpirando história – e ossadas – de milhares de santos, incluindo Pedro e Paulo).
2. Conheça as grandes catedrais
Após os pagãos do norte europeu terem sido cristianizados pelos ex-pagãos do sul da Europa, eles fizeram o que as pessoas apaixonadas fazem: dão presentes extravagantes. Os presentes mais extravagantes que os europeus do norte deram a Deus e a seus descendentes foram as grandes catedrais. Palavras não são capazes de descrevê-las. Apesar do meu desejo não-realizado de visitar a Cidade Eterna, eu tive a oportunidade de ver uma catedral medieval do nível da Yorkminster, na Inglaterra. É um cumprimento assombroso das palavras de Cristo ao percebermos que cada uma daquelas pedras gritam “Hosanna!”. Impressiona saber que tudo aquilo fora trabalhado para perdurar pelos séculos. Isso tudo realizado sem motor interno de combustão é por si mesmo um milagre. Toda a civilização espalhada pela Europa pôde criar não apenas uma, mas muitas destas esplendorosas obras, tais como a Notre Dame, as catedrais de Colônia, Reims, Innsbruck, Salzburg, Vienna e por aí vai…é de tirar o fôlego! Pisar em uma delas é sentir-se mudado pela experiência.
3.Faça uma peregrinação
A cultura católica praticou a peregrinação primeiramente visitando a Terra Santa e os locais em que Jesus exerceu seu ministério, sua paixão, morte e ressurreição. Em seguida visitando os túmulos dos santos e mártires tal como o de São Tomas Becket (cujas peregrinações suscitaram os mais famosos contos de peregrinos da história no século XIV, os chamados “Canterbury Tales). Quando as visitas à Terra Santa foram limitadas pela conquista muçulmana, foi criada uma segunda forma de peregrinação: as Estações da Via Crucis. Se você não pode ir a Jerusalém devido aos custos da passagem ou por medo dos terroristas, você pode ainda assim caminhar com o Senhor na conveniência e na segurança do seu próprio santuário.
4. Busque conhecer a literatura católica
Falando em “Canterbury Tales” , existe um vasto leque de excelente literatura que todo católico deveria ao menos dar um mergulhinho antes de morrer (um mergulho em alto mar estaria muito bem também). A maioria das pessoas não consegue afundar-se, mas todo mundo pode morder e mastigar um pouquinho disso. O primeiro livro católico é, obviamente, O Livro: as Sagradas Escrituras. Não tenha medo. Ela não morde. Se você não estiver certo por onde começar, compre uma bíblia de estudos, uma edição simples e leia profundamente. Além disso, os Padres da Igreja são muito prazerosos de serem lidos, particularmente o eloquente e fascinante Agostinho.
5. Veja o ator no palco
Há! Eu ia recomendar Shakespeare de qualquer forma, tendo em conta que ele não é apenas um dos maiores dramaturgos de todos os temos, mas também um dos maiores dramaturgos católicos do inglês e de todas as línguas. Eu recomendo mais que você assista a uma peça de Shakespeare a apenas lê-lo. Comece com uma comédia se você se sente intimidado, depois prossiga com uma história como a de “Henrique V” ou uma tragédia como “Rei Lear”. Se não puder assistir a uma peça no próprio palco, existem ótimas adaptações para o cinema no Netflix.
6. Conheça G. K
Eu seria omisso se não mencionasse os grandes gênios dos romances, da poesia, das críticas sociais, da teologia, das biografias, da crítica literária, da história, da filosofia e da comédia. Como eu não posso dar-vos uma bibliografia completa neste espaço, eu vos darei um homem que era a própria biblioteca: G. K. Chesterton. Este foi talvez um dos maiores gênios da literatura inglesa do século XX. Hilariamente engraçado, intensamente próximo do homem comum, um humilde apaixonado por Deus e pelo próximo, um gênio colossal e um dos mais profundos pensadores que já pesaram na terra, Chesterton escreveu sobre tudo e o fez brilhantemente. Tente qualquer opção, desde “Os mistérios do seu Padre Brown” a “Ortodoxia” e desde “O homem eterno” a seu excelente poema “Lepanto”. Enfim, esta é apenas a ponta do vasto iceberg de sua obra. Você não errará! Haverá sempre algo de hilário, profundo e belo em cada página esperando por você.
7. Vá aos Clássicos
Eu não vou te enganar, não sou um especialista em música. Mas, como o propósito aqui é justamente listar o que há de melhor, não fingir que sou um especialista, não se poderia esquecer de uma sumidade da música católica como Palestrina. Neste ponto eu sou a pessoa mais errada para guiá-los pelo universo de Palestrina, assim como o seria para conduzi-los pelo Monte Everest. Mas até mesmo um chipanzé sem pelos como eu poderia apontar para aquele cume e dizer: “Aquela é uma das maiores e mais belas montanhas que existem!”. No mesmo balde está Mozart. E eu também passaria por J. S. Bach, como um católico honorário por sua Paixão de São Mateus.
8. No ritmo da fé
Além dos mestres, também existe uma vastidão de excelente música criada dentro das bases da cultura católica, como a música de Cajun, as maravilhosas ondas emitidas pelo violino de Natalie MacMaster ou mesmo o jazz (muito disso nasceu nos meios católicos de Nova Orleans). Você sabia que Dave Brubeck compôs uma Missa? A maior música natalina de todos os tempos – Noite Feliz – foi composta por um católico. Muito da herança das músicas folclóricas e hinos populares veio a nós pelos meios culturais católicos. Sua tarefa de casa n. 8: faça uma pesquisa e veja o quanto da cultura católica foi matrix para algumas das maiores músicas populares mundiais. Você ficará surpreso. Está por trás de quase tudo, desde “Eleanor Rigby” e “Let it Be” dos Beatles à obra de Bing Crosby.
9. Obras de Misericórdia
Por onde começar? Monastérios com prédios inteiros construídos a partir dos ossos dos monges; As colinas de Tara, que é o marco zero da conversão da Irlanda por São Patrício; O Senhor dos Anéis; Os cães do paraíso; A Summa Theologicae; A divina comédia de Dante; Toscana, enfim. A lista poderia seguir indefinidamente. Mas se devemos crer no que diz São Lourenço, o verdadeiro produto, em termos de tesouros da Igreja são os pobres, os cegos, os inválidos, os famintos, os doentes, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Portanto, eu recomendo que você experimente passar algum tempo numa cozinha fazendo sopa ou dê um pulinho num país pobre para construir poços, vá ao México ajudar a construir um orfanato ou tente uma das inumeráveis outras obras de misericórdia corporais e espirituais, as abundam na Igreja Católica.
10. Reconcilie-se com Deus
Pode-se argumentar que o melhor da fé católica está tanto em nos ensinar quanto em nos dar os meios para morrer realmente bem. Se você está prestes a “chutar o pau da barraca”, faça-o com estilo: tendo rezado, tendo sido perdoado por meio do Sacramento da Reconciliação, ungido, cheio da graça do viático e em paz, visto que você tomará esta grande decisão. O paraíso é, acima de tudo, o último destino de peregrinação.





Perfeito!