No começo deste ano eu tinha me comprometido a atualizar o blog quanto a minhas leituras durante o mês. Portanto, todo primeiro domingo do mês quero fazê-lo como uma forma de me cobrar publicamente pela quantidade de leituras durante o mês.
No mês passado, ao contrário do que planejara, consegui ler apenas 1 livro:
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 2009. 336 p.
O livro começou muito bem com uma linguagem acessível, muitos exemplos (o que torna a leitura facílima) e dados interessantes sobre o cenário da biblioteconomia em diversos países do mundo, especialmente na Índia. O problema é que com o passar do tempo a linguagem facílima perdeu a novidade pela excessiva repetição (ou seria doutrinação?), os exemplos se tornaram cansativos e ele passou a falar tanto da Índia que se tornou um livro datado (outra sugestão de título seria “A Biblioteconomia indiana”).
Dizem que os grandes gênios só são gênios porque falam o óbvio de uma maneira extraordinária. A tentativa de Ranganathan, pomposamente descrita pelo título “As cinco leis da biblioteconomia”, pouco tem de criativa. Ele fala o óbvio de uma forma extremamente paternal: repetindo as leis várias vezes e fazendo uso de verbos na forma imperativa – coisa que qualquer escritor de auto-ajuda faz hoje em dia.
Depois de quase um mês dedicado a esse livro que é tido como um clássico na área, eu não poderia fazer outra coisa senão desabafar o meu descontentamento. Imagine o que é para um bibliotecário que vive no século XIX com catálogos em linha, ouvindo discussões sobre a organização de um catálogo em fichas e pior, sobre o acesso livre às estantes!
As Cinco Leis da Biblioteconomia pode até servir como um bom livro de história da biblioteconomia, mas por mais que se possa tirar coisas novas das cinco proposições de Ranganathan, carece-se de alguém que as explique novamente sob a influência de e-books, internet, códigos de barras e redes.
Total de livros lidos em Janeiro: 01





off topic
olha que bacana:
http://www.salvemaliturgia.com/2012/02/com-zelo-tudo-tem-conserto.html
Abraço,
Alvaro
Obrigado pela dica, Álvaro. Adorei o post. ;D
Neste mês de Janeiro, li dois livros: O conceito de angústia, do Kierkegaard (por sinal, muito bom!), e O Natal de Poirot, da Agatha Christie. Vamos ver se consigo manter o ritmo… =)
Apesar de ser protestante Kierkegaard é um filósofo profundo e fácil de ler. Eu recomento.