Ao falarmos de informações confiáveis, obviamente a maioria dos bibliotecários como eu recomendaria uma biblioteca como principal indicação. Ainda assim, apesar destes bibliotecários trabalharem em bibliotecas muitas vezes enormes, insistem em desenvolver suas próprias coleções no aconchego de suas casas. No fundo há uma eterna paixão por livros estejam eles onde estiverem.
Sem dúvida é muito mais vantajoso ir a uma biblioteca se tal biblioteca inclui-se nas seguintes condições:
1-Boa qualidade e quantidade de documentos;
2-Próxima à residência;
3-Profissionais bem formados;
4-Espaço agradável;
5-Integração multimídia.
Não quero dissuadir ninguém de procurar uma biblioteca, mas sabemos que essa não é a realidade da maioria de bibliotecas no nosso país. Dessa maneira é altamente recomendável que se cultive o hábito de desenvolver acervos residenciais.
Desenvolver a sua própria biblioteca, acaba trazendo inúmeros benefícios. Primeiro que com isso você está dizendo aos outros “nessa casa apreciamos o conhecimento e cultivamos a leitura como valor”. Depois que é como excelente meio de obter informações seguras (a Wikipedia não é de todo segura) de forma rápida e cômoda.
Outro motivo para se desenvolver uma biblioteca em casa é que os grandes escritores, os clássicos, tinham bibliotecas em suas casas. Brandon Vogt conta uma história bem interessante sobre isso: “Certa vez quando Joy Davidman, a alma-gêmea de C. S. Lewis, entrou pela primeira vez em sua casa, ficou chocada com o número de livros. Na verdade, ela disse que se não fosse pelas prateleiras a casa viria à baixo. Os livros eram os pilares da própria catedral literária de Lewis”.
Pois bem, baseado num post do próprio Vogt, resolvi dar cinco pontos importantes a serem observados para quem resolve desenvolver uma coleção de livros em sua própria casa:
1-Sebos;
Os sebos são os principais amigos dos bibliófilos. É claro que é muito melhor ter um livro novinho, cheirozinho (uns nem tanto), com páginas legíveis. Porém, eu digo para vocês, a maior parte dos melhores livros que eu já li na vida não foram comprados em livrarias. A verdade é que uns 60% de tudo o que é vendido é literatura efêmera como “O Segredo”, “A Cabana”, “Ágape” e por aí vai. Como sabemos nada disso vai ficar para virar clássico e na minha opinião não vale ter numa biblioteca particular. Mas ir a sebos não é uma tarefa rápida. Você deve dedicar algum tempo para procurar com calma e fazer uma boa compra. O frequentador de sebos é como um minerador que deve esforçar-se para quebrar pedras e mais pedras até encontrar a pepita de ouro esperada.
2-Catalogação;
Eu faço: contato: (61)853….brincadeirinha. Se você não tem dinheiro para contratar um bibliotecário que organize seu acervo pessoal, a dica que eu dou é baixar um software que te ajude nessa tarefa. Você pode usar o Biblivre, o PHL, o OpenBiblio, enfim. A internet está cheia de opções das mais triviais às mais complexas. É importante catalogar os livros por uma série de motivos, mas o principal é para saber o que exatamente você tem. Outro motivo super importante é que com o tempo o acervo vai se tornando muito grande e encontrar os livros vira um problema. A diferença entre uma biblioteca e uma pilha de livros é justamente a organização.
3-Sites especializados;
Ficar de olho em sites como o Submarino é essencial para quem quer desenvolver uma coleção em casa. Esses grandes varejistas fazem promoções frequentemente ao assumir o compromisso de “promoção da leitura”. A Amazon, que dizem estar chegando no Brasil, também é um excelente meio de adquirir livros estrangeiros. Eu mesmo já comprei vários títulos interessantes por um preço incomparável com as lojas de shopping. O problema é você começar a comprar sem critério só por causa do preço. Sua biblioteca vai ficar lotada, mas cheia de poeira, pois dificilmente você conseguirá consultar/ler todos.
4-Ex-libris;
Uma ideia interessante para quem deseja desenvolver um acervo em casa é criar o próprio ex-libris. Como expliquei há um tempo atrás, ex-libris são etiquetas geralmente pequenas que são afixadas nos livros de uma coleção para indicar posse ou identidade. Deixar a sua própria marca num livro é uma prerrogativa que não se pode ter com livros de bibliotecas. Muitos livros hoje valem uma fortuna simplesmente por conter uma marca de determinada personalidade. Quem sabe se você não vai ficar famoso após a morte…é bom garantir, né?
5-Seleção;
Muitas pessoas acham que ter uma biblioteca particular significa juntar tudo o que tem páginas numa prateleira e voilà, eis uma biblioteca pessoal. Não! A primeira coisa que se deve ter em mente é que você deve escolher determinados temas, dois ou três de sua preferência. A ideia é que você se aprofunde em determinados temas ao invés de colecionar um pouco de tudo. Reunir muitos livros de temas diferentes acaba distanciando o proprietário do acervo, de modo que em pouco tempo este acaba por ser abandonado. Meu sonho é desenvolver um acervo só sobre inquisição. Isso me ajudará a escrever textos e dar palestras sobre o tema. Seus livros devem ser sempre úteis e utilizáveis, não para serem contemplados.






Bem legal. Aos pouquinhos, venho tentando construir uma biblioteca. Meu problema no momento é prateleira, rs.
Tenho algo em torno de 250 livros e dá pra perceber claramente que há uma linha, que se formou naturalmente: livros de história, especialmente medieval e guerras; livros de jornalismo (poucos, só os estritamente necessários, porque os acho terrivelmente chatos); livros de religião (60% Quadrante, e mais alguns outros); livros sobre arte em geral e literatura. Na parte de literatura, tenho um gosto meio juvenil, rs. Não sou muito chegado a clássicos: acho muito monótonos (exceção para Os Miseráveis, mas não sei se ele pode ser considerado clássico). O grande destaque nas minhas prateleiras é C. S. Lewis.
Hoje tenho uns 40 livros não lidos. Vou tentando ler aos poucos. Percebi que alguns deles foramcomprados por impulso e hoje não me atraem tanto. Mas já que estão comprados…
Eu mesmo montei um banco de dados, primeiro no Access, depois no software equivalente do Mac para ter um controle dos livros. Não faço um catálogo estilo biblioteca (com códigos de localização, etc, até porque só tenho uma estante e não tenho o menor conhecimento sobre isso. Mas ter o controle (e, acima de tudo, saber quais estão emprestados e com quem) é muito útil.
E valeu pelas dicas!
Moisés (@domonte)
E uma biblioteca pessoal, uma na sua casa? Pode ser uma boa também!
Gosto muito dos livros da Quadrante. Você sabe que no Centro do Opus Dei aqui em Brasília eles vendem vários, Moisés?
Para a organização dos seus livros você adotou algum sistema de classificação (para a localização física dos livros)?
Sim, frequento o centro de vez em quando. Até já assinei o Círculo do Livro deles, mas parei porque não conseguia acompanhar. Futuramente, retomarei.
Não adotei nenhum sistema de classificação, por duas razões: não sei como fazê-lo e só tenho uma estante (ainda que abarrotada).
tenho oito prateleiras cheias de livros e gostei da dicas para catalogar os mesmos.
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Pessoal, trabalhamos com software para bibliotecas, com preços baixissimos. Emprestimos, catalogação, busca on line, reservas etc…