400 anos depois de Lutero, a Humanae Vitae confirma o ensinamento sobre casamento que ele vigorosamente defendeu.
O site Mercator.net publicou recentemente um artigo do fundador e presidente do Centro Howard para a Família, a Religião e a Sociedade, um pesquisador luterano chamado Dr. Allan Carlson, PhD (Em inglês: Be fruitful and multiply and have 1.7 kids … and a dog?). Esse artigo já havia sido publicado no periódico Family Policy, em junho de 1999.
O artigo levanta algumas questões fascinantes a respeito da Humanae Vitae. Como bem pontua Dr. Carlson, uma das críticas mais ferozes de Lutero sobre a Igreja Católica era o do ensinamento de que o voto de castidade e o celibato eram, em princípio, superiores ao estado marital. Em resposta a isso, a sessão 24 do Concílio de Trento, em 1563, devidamente definiu nos canons a respeito do sacramento do matrimônio (canon 10) que:
Se alguém disser que o estado marital deve ser posto acima dos estados de virgindade ou de celibato e que não é melhor ou mais bendito aquele que permanece virgem ou celibatário em relação àquele que contrai matrimônio; anátema seja!
(lembremo-nos que este é um ensinamento de fide, ao qual devemos nos ligar com total assentimento de fé. Se achamos isso surpreendente hoje em dia, o melhor a se fazer é pensarmos em reconciliar nossa mentalidade com o ensinamento da Igreja, não ajustar a Igreja ao nosso pensamento.)
Porém, o que é mais relevante no momento é que a razão pela qual Lutero se opunha ao celibato não era devido ao ultrajante estado de concubinato dos clérigos e o escândalo provocado. Sua crítica estava mais ligada ao seu apoio entusiástico do matrimônio e da família e particularmente à procriação.
Ainda que nós católicos continuemos a sustentar que a oposição de Lutero ao celibato e à virgindade não tinha muito fundamento, é interessante notar que ele concordava inteiramente com a doutrina de que a função primeira do matrimônio é a procriação – algo negado pela aceitação da contracepção em muitas comunidades protestantes (que por mais controverso que seja, dizem-se herdeiros da reforma de Calvino e Lutero). Sem falar nos muitos católicos que acham que essa seja uma desculpa ecumênica para se negar a Humanae Vitae.
Caso ainda haja alguma dúvida a esse respeito, vale lembrar uma citação de Lutero que o pastor incluiu no artigo mencionado:
Quão grande, portanto, é a fraqueza da natureza humana (decaída)! Quantas garotas existem que evitam a concepção e matam e expelem tenros fetos, apesar de a procriação ser uma obra de Deus! De fato, alguns cônjuges que se casam me vivem juntos…possuem diversos planos em mente, mas raramente ter filhos.
(Eu adoraria ter acesso à fonte da citação – não porque eu duvide de sua autenticidade – mas porque seria interessante citá-la no futuro.)
Quando dialogarmos com nossos irmãos e irmãs protestantes, acho que valeira a pela questioná-los por que eles não seguem o ensinamento de Lutero sobre contracepção – o qual, por sinal era essencialmente o mesmo ensinamento da Casti Connubii e da Humanae Vitae.






Fico impressionado como os católicos desconhecem a pessoa de Lutero… e pintam um “Lutero paz e amor”. Bom, até o Lula pintam assim….
Lutero não é a pessoa apropriada para falar em casamento… um devasso, bêbado, herege, que casou com uma ex-freira e que defendia que o casamento não era um SACRAMENTO. Sua doutrina herética ajudou e muito na secularização da sociedade e da família, preparando o divórcio e tudo mais. Conselho: estuda melhor o que esse herege ensinou
e cita ele somente quando for o caso de difamá-lo justamente.
São Francisco de Sales, grande místico e amigo de Nosso Senhor, que ensinou a falar mal dos hereges:
“Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar ‘eis o lobo!’ quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado”. (Filoteia, Cap. XXVIII)