Um sacerdote tornou-se pároco de uma pequena paróquia do interior com aproximadamente 300 famílias. No primeiro domingo do Advento ele anunciou aos paroquianos que nesse ano não queria ganhar nenhum presente de natal dos paroquianos – nada de dinheiro, comida ou lembrancinhas. Em vez disso, o presente que ele gostaria de ganhar dos paroquianos de sua nova paróquia seria que todos os paroquianos se confessassem durante o Advento.
Para atingir esse fim, adicionaria novos horários de confissão durante os dias de semana, trazer padres de fora e tornar o sacramento o mais acessível possível.
Para a sua surpresa, a paróquia aceitou a sua oferta.
Ele disse que durante as quatro semanas do advento, ele tentaria contar o número de penitentes, mas só foi capaz de contar o número daquekes que não tinham se confessado há mais de 20 anos – aproximadamente 200 – nessa pequena paróquia! Muitos penitentes disseram que o motivo de eles terem ficado tanto tempo sem confessar seria porque nenhum sacerdote havia dito para eles se confessarem ou os convidado. Apenas com o convite de um sacerdote uma cidadezinha inteira cresceu em graça pelo sacramento da penitência.
Fonte: Father Z
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Este exemplo é um claro questionamento aos chamados “padres administradores”, que usam 70% do seu tempo com reuniões, compras, finanças, gestão de pessoal e coisas do gênero. Normalmente são os padres diocesanos os que mais encarnam esse tipo de papel que, por mais necessário que seja, está longe de atender às necessidades espirituais dos católicos.
Um exemplo dramático disso é a pessoa precisar de atendimento (pois está numa crise de fé) e o padre responder: “claro que eu posso atendê-la, basta marcar com a secretária”. Meu, não é para quando houver vaga…é para agora! Geralmente o padre não pode atender porque tem que tem de estar presente numa das milhares de reuniões pastorais (dízimo, MESCE, etc). Obviamente está tudo ligado direta ou indiretamente à salvação das almas, mas os padres têm de ter sempre em mente as seguintes questões popularíssimas nos próprios meios administrativos: “O que é urgente? O que é importante? O que é necessário?”.
A falta de sacerdotes impede que o padre ministre os sacramentos full time, mas se depois do Concílio Vaticano II deu-se tanto destaque para a figura do leigo na Igreja, por que não delegar atividades administrativas? O problema é que, infelizmente, muitos padres são orgulhosos e querem ver a paróquia como uma empresa: com a sua marca, com o seu sistema de negócios, com os funcionários seguindo à risca suas ordens. Enquanto isso, as atividades sacramentais – essas que NÃO deveriam ser delegadas, ficam a cargo dos leigos.
O exemplo do padre acima nos faz pensar: “ah, como eu queria estar nessa paróquia…”, pois mostra um sacerdote que sabe exatamente o que é importante em meio ao urgente e ao necessário.
Milhares de pessoas migram de religião, em especial da Igreja Católica todos os dias porque não encontram o apoio espiritual num ambiente muitas vezes tão carregado por essa mentalidade administrativa. Ora, a pastoral da saúde tem que funcionar, a pastoral do dízimo tem que funcionar também, mas nunca às custas de uma alma. Entenda isso e você entenderá a missão de um padre.





