As contas do papa Bento XVI no twitter, lançadas na última segunda-feira (03), prometem ser um um importante meio para divulgar a palavra de Deus, especialmente entre os jovens. Apesar disso, ficamos com água na boca à espera do primeiro tweet, que será publicado no próximo dia 12, dia de Nossa Senhora de Guadalupe. Na minha opinião, a novidade mais interessante não foi o exponencial crescimento no número de seguidores, nem um homem de 85 anos resolver tuitar, muito menos o fato de esse homem ser o maior líder religioso do mundo. Para mim, o mais interessante foi a possibilidade de fazer perguntas para o papa por meio da hashtag “#askpontifex”. Não sei, sinceramente, se a equipe do papa vai conseguir gerenciar tanta informação (a maioria, creio, inútil). Porém, tenho certeza que dentre as milhares de perguntas, algumas merecem toda a atenção da Santa Sé.
Eu resolvi escolher algumas perguntas que certamente seriam dignas de uma resposta do pontífice (ainda que por mensagem pessoal). Espiritualmente nós católicos acreditamos numa estreita comunhão com o papa. Não importa se nunca cheguemos a falar pessoalmente com ele, compartilhamos suas dores e alegrias por meio da fé. Por outro lado, ter um canal direto de perguntas e respostas pode dar ao sucessor de Pedro um termômetro do que se pensa e se discute nas redes sociais. E um papa ter a coragem de ir aonde o povo está, aonde quer que ele esteja, é o que poderíamos chamar de verdadeiro espírito missionário. Como quem fala e faz, o papa veio até nós. E nós vamos até ele também. Não escolhi perguntas óbvias (que o papa já respondeu em diversos discursos e homilias). Escolhi perguntas cujas respostas poderiam suscitar, de certa forma, mais relevância para os discursos do papa nesse mundo virtual:
Pergunta 1:
Pergunta 2: “Deus é capaz de criar algo que nem mesmo ele poderia destruir?”
Pergunta 3: “Como a fé pode ser mantida viva quando pedimos algo a Deus há tanto tempo e não vemos resposta?”
Pergunta 4: “Deus diz: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’ Por que o senhor aceita algumas formas de amar e outras não?”
Pergunta 5: “Publicamente o senhor busca um terreno comum com outras religiões, mas como um universalista o seu objetivo último não seria a conversão?”
Pergunta 6: “Haverá um tempo em que a Igreja não estará tão envolta em controversas e, ao invés disso, poderá ser vista por sua verdadeira missão e beleza?”
Pergunta 7: “Santo Padre, na sua opinião, qual é a maior barreira para se propor a fé nos campi universitários?”
Pergunta 8: “Querido papa, nós queremos convidá-lo a visitar Mossoró a cidade mais de Jesus. É possível? Se sim, quando?”
Pergunta 9:
Pergunta 10: “Santo Padre, como os jovens católicos no mundo moderno podem conciliar suas visões sendo que elas frequentemente chocam-se com as regras da Igreja?”
Pergunta 11: “Santo Padre, o que o senhor sente quando pensa que um dia verá Jesus face-a-face e o que o senhor dirá em sua presença?”
Pergunta 12: “Qual a sua memória de infância favorita?”
Pergunta 13: “Querido papa, diga-me, existe um céu para fetos abortados?”
Pergunta 14: “Como se pode falar em “unidade de fé” numa Igreja que dá espaço para universalistas, pluralistas, inclusivistas e exclusivistas?”
Pergunta 15: “A Igreja vê uma necessidade/benefício em oferecer abertamente informações sobre a sua doutrina ao público fora das aulas de catecismo?”
Pergunta 16: “Como o catolicismo poderia ter um espaço na internet?”
Pergunta 17: “Como explicar a fé a um ateu?”
Pergunta 18: “O que eu poderia fazer para ajudar os meus pais a ter fé em Deus novamente?”
Pergunta 19: “Santidade, como um jovem pode se encontrar sempre na posição de ter que defender a sua fé? Seria esta a nossa missão?”
Pergunta 20: “Como as pessoas de fé podem usar as mídias sociais para neutralizar o secularismo na nossa cultura?”
Como eu disse, a maioria, pelo menos 90% das perguntas é spam ou perguntas dementes sobre pedofilia (notoriamente para polemizar) ou algo sobre o nazismo ou sobre algo sobre as supostas riquezas da Igreja. Na minha opinião, faltam perguntas inteligentes, sério. Os tweets acima são a nata. É uma pena que as verdadeiras perguntas se percam em meio a tanta futilidade e palavras jogadas ao vento. Espero que os assessores do papa tenham uma paciência de Jó para poder filtrar o luxo no lixo porque essa é uma ferramenta interessantíssima que, se bem usada, pode ser um tesouro para o papa e para a Igreja.




































