Existem diversos estereótipos negativos sobre o movimento pró-vida. Eu poderia facilmente listar 20 ou mais. No entanto, estes cinco estereótipos são os que eu pessoalmente encontrei com mais frequência. Se você não sabe como contra-argumentá-los, deveria!
5. Sofremos lavagem cerebral
Como eles não podem conceber em seus cérebros a possibilidade de que uma pessoa inteligente e informada seja contra o aborto, os abortistas às vezes gostam de pensar que fomos todos enganados. Eu já fui acusado, via Facebook, Twitter, e-mail e comentários no blog de ter sofrido lavagem cerebral de uma série de pessoas ou organizações: do Partido Republicano, dos cristãos, do Vaticano, dos brancos, da televisão, da mídia conservadora, da Sarah Palin e até mesmo de satanás. Eu posso garantir que não estou inventando nada disso.
Se por um lado eu suponho que existam aqueles que cresceram dentro dos muros do Vaticano sem nunca terem ouvido qualquer opinião dissidente, por outro existe a verdade: até mesmo os filhos de pais pró-vida já tiveram contato com a ideologia abortista em algum lugar ao longo da vida. Isso pode ter ocorrido até mesmo sem que eles soubessem.
Deixa-me dar um exemplo: Eu amava o filme Dirty Dancing quando eu era criança. Eu não podia assisti-lo, mas eu dei um jeito de assisti-lo o máximo que eu podia, começando aos 10 anos de idade. Uma cena importantíssima no enredo trata de um personagem abortando. Todos encaram isso de forma super normal, apesar de eles nunca usarem a palavra “aborto”. A garota acaba por ter complicações com o procedimento, mas a impressão é a de isso só aconteceu porque a garota procurou um médico pouco confiável com apenas “uma faca suja e uma cama dobrável”. Depois um médico de verdade é chamado, a garota fica bem e todos dançam um pouco mais. A impressão que eu tinha quando criança era do aborto como algo trágico e sexy que pelo qual as belas garotas tinham que se submeter para que continuassem desejáveis e incríveis.
Eu não me lembro de ter ouvido nada sobre aborto na minha igreja ou da minha mãe e amigos. Eu só ouvi falar disso na TV e nos filmes e era sempre tratado sob a mesma luz: uma coisa triste, mas necessária que deveria ser paga pelos namorados enquanto estes vestiam-se de tímidas expressões. Eu me tornei pró-vida até os 27 anos. Foi por volta dessa época que cheguei à conclusão, baseada quase nada em torturas chinesas por papas ou Palins, que o aborto é errado e precisaria acabar.
A melhor maneira de combater este estereótipo é partilhar a sua própria história. Deixe que os abortistas ouçam o som racional, científico e ético no qual você baseia seu ativismo pró-vida. E não deixe que seus filhos assistam Dirty Dancing.
4. Nós não somos violentos
Este é o meu mito predileto porque é o menos verdadeiro de todos. O movimento pró-vida é, por definição, um clamor contra um ato de violência.
Oito pessoas foram assassinadas nos Estados Unidos por manifestantes anti-aborto. A última notícia que eu tive é que eles foram todos presos e julgados. Enquanto isso, cinquenta milhões de bebês são assassinados – legalmente – por abortistas desde 1973, ainda que sejamos o lado violento da história. Vejam bem, são 50 milhões contra 8…estes números são especialmente dramáticos. Eu vou dar uma passadinha no limbo só para confirmar o óbvio: é mais seguro ser um abortista que um nascituro. Alguém, em algum lugar, provavelmente citará estas 8 mortes como uma forma de ultraje, apesar de estatisticamente falando este fato (8×50 milhões) ser 100% verdadeiro.
O movimento pró-vida tem continua e amplamente condenado os atos de violência, ainda que sejamos chamados de “bombardeadores de clínicas”. O caso das oito pessoas não representa o movimento, especialmente por este ato ter sido lamentado diversas vezes.
Se alguém te acusar de fazer parte de um movimento violento, lembre-se do caso Roe versus Wade: a cada ano em média 1.2 milhão de crianças são assassinadas nos Estados Unidos contra uma média de 2 décimos de mortes de mulheres que praticam o aborto. Os números não mentem.
3. Somos todos conservadores, religiosos e velhos
Não há nada de errado em ser conservador, religioso ou velho, mas isto é uma descaracterização. Eu sou um católico conservador agora, com meus 30 anos, mas quando eu me tornei pró-vida, eu era um agnóstico liberal de 20 anos. Enquanto muitos – provavelmente a maioria dos pró-vida acredite em algum tipo de divindade ou pelo menos na alma humana – nem todos acreditam. Os argumentos que me fizeram um defensor da vida estão fundados na ciência, na ética e nos direitos humanos. Não tem nada a ver com religião.
A amiga que mudou a minha forma de pensar era esperta demais para usar comigo argumentos religiosos (eu provavelmente teria parado de escutá-la). Eu já estava meio receoso por ela ser católica. Eu acho que pensava na época que ela iria jogar água benta em mim enquanto eu não estivesse olhando, mas ela não o fez. Ela simplesmente respondeu as minhas dúvidas – e eu tinha várias delas. Ao final da conversa eu era, um pouco contra a minha vontade, um pró-vida. E assim eu permaneci até hoje.
2- Somos hipócritas se nos opusermos ao aborto, mas não a…(preencha o espaço em branco)
Você pode ser pró-vida e pró-pena de morte? Sim. Você pode ser pró-vida e apoiar a guerra no Iraque? Sim. Você pode ser pró-vida e comer carne? Sim.
Não se pode comparar o aborto com essas coisas. Aliás, não se pode comparar o aborto com nada, exceto, certos casos de eutanásia, os quais, por sinal, também estão cobertos pelo guarda-chuva pró-vida.
O aborto é o assassinato de uma criança. É a morte intencional de um ser humano inocente. E quando eu digo inocente, eu o digo no sentido mais literal possível.
[...]
Nenhum ato pode ser comparado ao aborto em sua atrocidade. Então, não deixe que te digam que você tem que se opor à pena de morte, à guerra ou à carne se quiser ser pró-vida. Explique a diferença entre morte incidental e intencional. Explique a diferença entre uma vaca e um ser humano. Explique a diferença entre um criminoso convicto e uma criança no útero.
1.Temos um objetivo oculto
Este é o argumento mais comum que ouço e, para ser sincero isso nem merece o status de argumento. Isso é um não-argumento. Um argumento seria: “o aborto é justificável porque o feto não é humano” ou “o aborto se justifica porque o feto não merece direitos”. Apesar de errados, estes são verdadeiros argumentos. Em vez disso, sou frequentemente acusado de fingir ser contra o aborto quando o que realmente pretendo é alcançar um dos seguintes objetivos:
Retirar todos os direitos das mulheres;
Fazer com que todos parem de fazer sexo;
Encorajar a pedofilia;
Fazer com que as garotas promíscuas se sintam mal consigo mesmas;
E assim por diante. Assim, em vez de dizer, “O aborto deveria ser legalizado porque…”, o fulaninho deste “argumento” diz: “bem, você só quer promover seus valores sexuais puritanos” ou “você só quer que as pessoas tenham filhos sem poder sustentá-los”. E assim vai…
[...]
Não deixe que as pessoas atribuam a você intenções que não são suas. Somos defensores da vida porque nos preocupamos com as mulheres e com as crianças. Somos defensores da vida porque acreditamos nos direitos humanos. Não ceda um milímetro quando se trata de suas verdadeiras razões para se opor ao aborto.
Se você se engajar em qualquer tipo de ativismo pró-vida, esteja certo de que você encontrará resistência. Nem todos no movimento serão honestos, agradáveis ou justos. Se ainda não tiverem feito, muito provavelmente atribuirão a você características e crenças que não te pertencem.
Aprenda a polidamente, racionalmente, dizer a eles que estão errados e colocarem o assunto no seu devido lugar: quão censurável é o ato abortivo (quando provocado), o que realmente é e porque temos que acabar com ele.
Créditos: Kristen Walker (Life Site News)
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