-E a legalização do aborto, presidenta, sai ou não sai?
-A gente tem que ir com calma, Edir. Os religiosos ficam em cima…
-Mas eu também sou religioso, presidenta…
-Eu também, né? rsrsrs
Com grande pesar eu e muitos católicos do Brasil lamentamos (ainda que confiantes em sua ressurreição) durante essa semana a morte de um grande apóstolo: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Dom Bergonzini provou até os seus últimos dias o fel destinado aos verdadeiros seguidores de Cristo. Diferente de muitos bispos do Brasil e do mundo que hoje infelizmente preferem adotar uma política mais diplomática em questões de fé e moral, dom Bergonzini disse o que pensava sem medo das críticas ou pensando em elogios. O que ele queria era sobretudo dizer a verdade. Como uma forma de homenagear a este grande bispo eu resolvi fazer nesse post uma comparação com As sete dores de Maria.
Para tanto, escolhi sete fatos dolorosos pelos quais dom Bergonzini teve que passar nos últimos anos de sua vida, mas que, por outro lado, foram enfrentado com ardor de um verdadeiro jovem. Espero que a sua memória inspire muitos católicos do nosso país a dizer Sim e Não quando um talvez possa envergonhar Cristo.
1- Células tronco embrionárias;
Numa votação apertada (seis votos a cinco), o STF cedeu ao lobby dos cientistas sem ética e aos cadeirantes enganados. Em contraposição a isso, Dom Bergonzini apoiou o projeto de iniciativa popular lançado pela arquidiocese de Taubaté visando a incluir na Constituição do Estado de São Paulo a garantia legal do direito à vida “desde a fecundação até a morte natural”. Levou assim o projeto de inciativa popular às igrejas de Guarulhos para que o máximo de pessoas pudessem assinar o projeto e de reverter o descarte de vidas aprovado pelo STF.
2-A luta contra o PT;
Pouco antes das eleições presidenciais de 2010, dom Bergonzini, então arcebispo de Guarulhos, escreveu aos fiéis da arquidiocese o documento “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, “para orientar o voto dos fiéis de Guarulhos contra os candidatos contrários aos princípios cristãos, entre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, favorável à liberação do aborto.” Nesse documento dom Bergonzini conclama “todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a não darem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais ‘liberações’ [legalização do aborto, casamento gay...], independentemente do partido a que pertençam”. A repercussão nacional acendeu o debate entre os candidatos que tiveram que tornar-se de última hora exímios defensores da vida…
3-A luta contra a farra nas PUCs brasileiras;
Com audácia e intrepidez, dom Bergonzini quebrou o silêncio e a surdez mantido pelas congregações gestoras das PUCs brasileiras. Em seu blog, dom Bergonzini afirmou: “Se a PUC é da Igreja Católica, [o professor] deve seguir o Evangelho e a moral cristã”. “[A universidade] não pode ter em seu corpo docente professores que contrariem os ensinamentos da Igreja, dentro ou fora da sala de aula”. E ainda: “Os professores abortistas, defensores da eutanásia, da liberação da maconha, da ideologia homossexual ou comunistas podem procurar escolas que defendam essas ideias, por exemplo UnB, para lecionar nelas. Não podem lecionar numa escola católica, que é totalmente contrária a esses posicionamentos”
4-A luta contra o Kit Gay;
Dom Bergonzini publicou em seu site diversos artigos contra tal kit e contra o ex-ministro Fernando Haddad. Apesar de o kit ter sido derrubado primordialmente pela bancada evangélica, dom Bergonzini comprou a briga também por parte dos católicos. Em uma publicação dom Bergonzini questiona: ”se [o kit] não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?”. E ainda alertou os católicos que se não lutassem contra a doutrinação governamental “a ditadura gay não pouparia ninguém, nem mesmo nossos filhos”.
5-A luta contra o Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3);
Dentre muitos artigos polêmicos (depois revogados), esse Plano defendido durante o governo Lula propunha a ausência “de símbolos religiosos na vida pública”. Novamente em seu blog, dom Bergonzini questiona: “O que será de nossa amada Pátria se os símbolos protetores de Jesus Cristo, Nossa Senhora e os Santos forem enxotados dela?” Também criticou a tentativa de liberação do aborto defendida no PNDH3 no mesmo documento “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” denunciando que “Apesar de 70% dos brasileiros e cristãos terem se manifestado contra a descriminalização do aborto, [...]o PT estaria levando o país na contra mão da democracia reconquistada há pouco e com fadiga.”
6-O abandono dos irmãos no episcopado;
Além de ter seu documento “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” censurado pela CNBB, se não me falha a memória, dom Bergonzini foi uma das únicas vozes episcopais a se manifestar abertamente contra o PT durante as eleições de 2010. Em entrevista à Folha, dom Bergonzini questionou magistralmente a suposta recomendação de neutralidade aos bispos: “Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento “não matarás”. Não tem esse negócio de “meio termo”. Seu martírio conclui-se com um manifesto contrário a sua postura assinado por sete bispos traidores no qual é dito: “declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff”.
7-O aborto de anencéfalos;
Depois da desastrosa aprovação do uso de células tronco embrionárias, o STF aprovou o aborto legal de anencéfalos. Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, escolhi uma imagem que mostra de modo fantástico a luta de Dom Bergonzini pela vida em nosso país:
Abril de 2012. Dom Bergonzini, único bispo presente nas manifestações contra o aborto de anencéfalos, reza o terço em frente ao STF.
Dom Bergonzini, chamado “Leão de Guarulhos”, interceda por nós porque a batalha continua!
Domingo, 13 de Maio. Fernando Haddad, Candidato à Prefeitura de São paulo, petista e promotor do Kit Gay, recebendo a comunhão no Santuário Terço Bizantino em São Paulo.
Da Folha: Cristão ortodoxo, o petista foi anunciado como uma “presença especial” por d. Fernando Figueiredo. [...] Durante a celebração, de pouco mais de uma hora e meia, Haddad participou das orações, fez uma leitura no microfone (os Atos dos Apóstolos) e recebeu a hóstia das mãos de Figueiredo.
O que diz a Igreja sobre pessoas como Haddad fazendo leituras na missa?
O fiel leigo que é chamado para prestar uma ajuda nas Celebrações litúrgicas e deve estar devidamente preparado e ser recomendado por sua vida cristã, fé, costumes e sua fidelidade para o Magistério da Igreja. Convém que haja recebido a formação litúrgica correspondente a sua idade, condição, gênero de vida e cultura religiosa. Não se eleja a nenhum cuja designação possa suscitar o escândalo dos fiéis. (REDEMPTIONIS SACRAMENTUM, nº 46)
1. Lançamento da Logomarca da JMJ:

Como a maioria de vocês deve saber, anteontem (o7) foi lançada a logo oficial da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá ano que vem aqui no Brasil. Sabe-se lá por que cargas d’ água isso aconteceu, logo de manhã (o lançamento seria às 20:00) eu já tinha um feeling de como seria a logo:
Dons de visão à parte, vamos aos comentários:
Ponto de vista crítico/estético: sim, tudo é trabalhado no óbvio: o Cristo, as “margens plácidas”, o “verde-louro dessa flâmula” e principalmente o coraçãozinho do amor. Enfim, é tudo muito óbvio. Não tem aquele mistério que as obras clássicas despertam nos olhos de quem vê. Se não tivessem explicado o conceito visual daria no mesmo. Mas…
Ponto de vista factual: gente, é a segunda logo mais bonita das Jornadas Mundiais da Juventude (depois da de Madri)! Além disso as críticas virão certamente de todos os lados. Em certo sentido temos que parar com esse criticismo a tudo o que é brasileiro e principalmente criticismo a tudo o que é católico (como se fosse de segunda mão). Os espanhóis tiveram a sua coroa chiquérrima, mas nós temos o Cristo que acolhe. E acolhimento é a palavra que mais descreve o Brasil – ao menos para os que realmente pisaram nessas terras.
2. Dilma e seu dedo podre:
Reinaldo Azevedo mostrou por meio de uma frase de 2010 da nova ministra o grau de nazismo de Eleonora Menicucci à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres:
Nem precisava, mas se é preciso desenhar: essa mulher que se diz socióloga, uma conhecedora da sociedade e de seus entes, comparou um ser humano com um dente. Ou seja, na concepção dela uma sociedade é composta de seres tão descartáveis e inúteis (porque tem gente que vive sem eles) quanto um dente. Se vocês lerem a reportagem do link vão perceber que essa é só uma das tantas asneiras que a coleguinha da Dilminha falou em sua carreira. Minha vontade era colocar chifrinhos e um rabinho na foto, pois essa é uma charge digna dela. No entanto, resolvi colocar só o sangue escorrendo dos dentes insignificantes da ministra que alguém quebrou com um soco para mostrar que certos assuntos são muito mais que “questão de saúde pública”. São, por outro lado, questão de direito!
3. O poder do bibliotecário:
Nessa semana me indicaram um excelente post do blog Salvem a liturgia comentando a restauração de um antigo missal. Quando eu vi o estado inicial desse livro, logo pensei: “por melhor que seja esse restaurador, duvido que se dê jeito”. Porém, o resultado foi estonteante. Eu fiquei tão empolgado que pensei seriamente em pedir para a minha amiga bibliotecária Suelen Garcia para me dar umas aulinhas básicas. Gente, esse é um apostolado que todo bibliotecário católico deveria abraçar. Fiquei super empolgado. Esperem novidades em breve…rs

4. Obama agora quer mandar na Igreja Católica
É isso mesmo, a lei Patient Protection and Affordable Care Act, aprovada durante o governo Obama, obriga os patrões a pagarem seguro-saúde para seus funcionários. Até aí tudo bem. O problema é que o seguro deve cobrir métodos contraceptivos e auxílio ao aborto.
Segundo o The New York Times, o governo concederá um ano de prazo, que irá expirar no dia 1 de agosto de 2013, para as organizações filiadas à Igreja para entrar na regra. Os bispos em uníssono proclamaram: “desconsiderem”. Sim, eles estão prontos para ir para a cadeia, para serem perseguidos “por causa do Meu nome” (Mt 5) como diz o Evangelho. Muitos devem pensar, mas não seria esse o caso de “dar a Cesar o que é de Cesar” – ou seja – cumprir a lei como todo cidadão? Não quando a lei civil for contra a lei de Deus! Pois, “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Bravo! Encontrei essa charge no American Papist e achei muito interessante:
A pergunta que fica é: será que os bispos do Brasil se levantarão tão contundentemente contra o PL 122 que é também uma afronta à Lei de Deus no Brasil? Ou será que só o Ficha Limpa é questão de consenso entre os nossos bispos?

O Occupy Wall Street (OWS) tem sido um movimento internacional que luta contra as altas taxas de desemprego, a desigualdade social, a corrupção e principalmente a influência das empresas no governo. Com o lema claramente marxista “We are the 99%” (Nós somos os 99%), eles pretendem protestar contra o capitalismo agressivo que muitas vezes tem o próprio governo como atroz.
Deixando de lado as divergências ideológicas que tenho com o movimento em si (que contraditoriamente é financiado por um magnata George Soros), vejo este movimento com bons olhos por ser uma reação diante da crise mundial. Engana-se quem pensa que a participação política é “coisa de comunistas e arruaceiros”. Em 1964, sob o medo da expansão comunista no mundo, os brasileiros foram às ruas na emblemática Marcha da Família com Deus pela Liberdade, chegando a reunir cerca de 1 milhão de pessoas no antigo estado da Guanabara.
No âmbito da estrutura da Igreja Católica, não existe eleições de baixo para cima como em algumas outras religiões. No entanto, pensa-se erroneamente que os fieis devem simplesmente obedecer a tudo o que diz respeito à religião e seus representantes. O próprio Jesus Cristo incentivava a obediência às autoridades judaicas, mas deixava claro que esta obediência deveria necessariamente passar pelo crivo da verdade.
Recentemente, quem tem acesso à internet acompanhou o escândalo do anúncio de um novo programa na Tv Canção Nova (TvCN) – a maior rede de tv católica do Brasil. Trata-se de um tal “Justiça e paz”, programa que seria comandado por um tal Edinho do PT e o bispo marxista Dom Demétrio Valentini (que defendeu o voto em Dilma Rousseff).
Diante deste fato, observei nas últimas semanas uma movimentação incrível na internet para defender a religião da própria religião: uns pediam para que os fieis deixassem de contribuir, outros incitavam denúncias às autoridades vaticanas, outros ainda mandaram e-mails para a própria Canção Nova pedindo justificativas. Foi uma manifestação bonita de se ver.
Mas, afinal, o que tudo isso tem a ver com o Occupy Wall Street? Bom, como foi dito, os fieis católicos têm o direito e o dever de se manifestar contra coisas erradas praticada pelas autoridades da Igreja, de modo que não se trata de uma obediência cega. Apesar de não ter surgido alguma iniciativa de ir para a frente da TvCN como fizeram com o manifestantes do OWS, houve uma ocupação total dos blogs e redes sociais contra o uso político de uma Tv que se diz católica. Até mesmo o jornalista da Veja Reinaldo Azevedo se manifestou a respeito do assunto (“aqui” e “aqui“). É o que poderíamos chamar de Occupy Canção Nova virtual.
Um sinal claro disso tudo é que os apresentadores, jornalistas, comunicadores, missionários e simpatizantes – antes tão participativos – ficaram todos caladinhos durante o período de protestos virtuais. Alguma coisa aconteceu. O silêncio muitas vezes expressa muito mais que longos discursos, ainda mais no caso de escândalos dentro da Igreja.
O Occupy Canção Nova, ao contrário do Occupy Wall Street, ao que parece, teve um efeito quase que instantâneo. É o que nos diz o advogado pró-vida Paulo Fernando no Facebook:
Espero que de agora em diante mais católicos possam se organizar (não em prol de abaixo-assinados ridículos contra a saída do padre da paróquia, por favor) em prol de protestos tão lícitos e sadios como esse e se preciso for até mesmo ir para a frente das Cúrias Episcopais com faixas e armados com rosários na mão contra o posicionamento ideológico da religião. Claro, quando o diálogo for inócuo como foi o caso.
Estudai como se vivêsseis para sempre, vivei como se fôsseis morrer amanhã.
Santo Isidoro de Sevilha
Nesta semana iniciei meus estudos para os concursos que vem por aí. As dúvidas que me aparecem são diversas: estou estudando as matérias corretas? Vou conseguir manter uma rotina? Devo me dedicar a reforçar o que sei ou começar estudando o que não sei?
Todas estas dúvidas já me passaram pela cabeça quando tive que estudar para o vestibular. Não digo que foi fácil. Tive que me dedicar diariamente. Meus parentes sempre sentiam a minha ausência nas reuniões de família. Além disso, tive que me privar de uma vida social mais ativa. Por outro lado, nunca deixei de fazer as coisas que gostaria de fazer, por exemplo ir ao cinema.
Alguns filósofos já explicavam em suas teorias que o homem deve buscar sempre o equilíbrio. Você não pode estudar demais, pois o tempo que “perdeu” nunca mais será recuperado. O ideal é dosar as coisas. Este “dosar” também não pode ser uma porta para o “relaxamento” na disciplina de estudos. Vou dar um exemplo: eu me programo para estudar de segunda a sexta durante duas horas (este é o meu propósito). Por uma eventualidade, a biblioteca teve que fechar 30 minutos mais cedo. Este dia que estudei menos que o costume, não pode me fazer desanimar. Tem gente que usa a desculpa de um imprevisto para diminuir as horas de estudo. E daí para a desistência é um pulo.
Confesso que não tenho um objetivo definido. Não estou estudando para passar no concurso A ou B (ainda que isso seja uma desvantagem para mim). Quem tem um objetivo definido tem muito mais chances de alcançá-lo. O problema é a incerteza quanto aos concursos que virão por aí. Recentemente foi noticiado o corte no orçamento para novas admissões no serviço público. Se por um lado isso nos dá mais tempo para estudar, também nos faz pensar que há muito tempo pela frente e, assim podemos, descansar um tempo…Engano nosso!
A cada semestre novos concorrentes entram no jogo. Quem quiser garantir sua vaga no serviço público deve se dedicar constantemente. Não é algo bom ficar imaginando a rotina de estudos dos outros candidatos. Cada um tem uma história de vida diferente. Geralmente pensa-se “ah, mas só tem uma vaga…”. Mas é como sempre me dizem: “você precisa de mais de uma?” E isso é verdade. Se estabelecemos uma meta e fazemos nossa parte, as chances são bem mais altas. Nesta hora, vale pedir a intercessão do santo de devoção e não esquecer de entregar sua vida a Deus, especialmente na missa. Quando cumprimos nosso dever e confiamos em Deus, podemos ter a certeza de que Ele está conosco. E assim, se for de Sua vontade, as coisas vão “conspirar” em nosso favor até o momento em que receberemos a vitória da tão esperada nomeação. Quem está disposto a continuar os estudos aí?
O que você paga em impostos não deveria depender de quão bom é o seu advogado ou seu contador.
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos.
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Não é que eu apóie o Obama, mas depois dessa só tenho uma coisa a dizer: “aprende aí, Dilma…”
Este é o breve relato de um filho do Brasil sem bolsa-sashimi…poxa, Dilma!
Hoje, por ser sexta-feira, não como carne. Assim tive que procurar um restaurante que vendesse peixe para que eu pudesse substituir a carne. Dei umas duas voltas pela praça de alimentação para achar alguma coisa que me agradasse (e isso inclui um bom preço).
Acho que em todos os cardápios que vi só vendiam salmão. No cardápio do Giraffas tinha uma tal de tilápia, mas não achei que valeria a pena, pois o prato sairia por R$ 15,00. A este preço eu particularmente ficaria com o salmão mesmo…De qualquer forma, resolvi deixar de lado tanto a tilápia quanto o salmão. Preferi ir a um restaurante japonês que talvez oferecesse um melhor custo-benefício.
O restaurante era self-service. O mais engraçado é que eu imaginei a minha cara de bobo na hora e ri de mim mesmo. Gente, eu não tinha ideia do que eram aquelas comidas todas espalhadas pela bancada. Tinha aqueles bolinhos envolvidos na alga de vários tipos e outras cocitas más. Eu escolhia os bolinhos pela cor, mas confesso que morrendo de medo de acabar pegando algum feito de certos animais marinhos estravagantes.
Explico: não como caranguejo, lula, camarão ou caviar. Tudo isso para mim é equivalente ao costume chinês de comer gafanhotos no espetinho. Estranho, estranho, estranho…
Enfim, acabei pegando arroz, peixe e uns bolinhos com a aparência comestível. O problema é que depois da segunda vez fiquei constrangido em perguntar “é feito de que?”. E isso me fez ter uma experiência paupérrima de almoço nipônico.
A surpreza maior ainda estava por vir. Como vocês devem saber, estou numa época light. E, obviamente não colocaria muita comida. Além do que, como não costumo comer em restaurantes japoneses, tinha medo de ser muito caro. Por sinal, eu não sabia que era tão caro…Talvez o que recebeu minha visita seja uma exceção, mas R$ 25,00 por uma colherzinha de arroz e duas fatias de peixe me fez reflerir mais uma vez: “em que país esse povo acha que vive?”. Gente, eu não duvido nada que o kilo deste restaurante fosse em torno dos 40 reais. E isso é uma fortuna aqui no underground.
Do jeito que eu falo parece até que sou mão-de-vaga. Não! Juro que não sou. Pelo contrário… Minha revolta é que as pessoas pensam que todo mundo é político aqui em Brasília e que, portanto (em geral) recebe pelo que não merece. Como seria comer em família num restaurante desses? Algo rotineiro? Não para mim! Só acho que eles deveriam avisar caso estivessem doando alguma parte do dinheiro às vítimas do recente tsunami, pois só isso explica a inflação do sashimi por estas terras tropicais.
Não gostei.
Senhor presidente, se queremos construir um relacionamento mais profundo, nós também precisamos lidar francamente com nossos desentendimentos.
Dilma Rousseff – Presidente da República Federativa do Brasil – a Barack Obama.
Foi emocionante. Meu maior presente. Era um sonho ver [Obama] de perto.
Saiu em todos os noticiários. A menina Maria Helena, de uma escola pública do DF, emocionou-se com a presença de Barack Obama no Palácio do Planalto na manhã de ontem.
Lindo! Comovente! Cena de novela! O que me incomoda, no entanto é saber que se dependesse desse crocodilo a inocente Maria Helena talvez nem estivesse lá para se emocionar. Afinal, todos sabem do amor de Obama pelas crianças. Quanto mais inocentes, desprotegidas, incapazes melhor…
Dúvidas?