O “movimento homossexual” trata-se de um poderoso e atuante lobby internacional dos assim chamados homossexuais “assumidos” que reivindica, através de todos os meios, a equiparação moral e jurídica do seu modo de vida ao casamento. Um dos principais argumentos declara que os homossexuais são uma pobre minoria discriminada cujos direitos humanos têm agora de ser finalmente reconhecidos e aceitos.
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Tragicamente, esta ideologia, ainda acrescida de condimentos teológicos, penetrou também em diversas comunidades cristãs e até em círculos católicos. Uma das grandes causas desse fato é obviamente a capacidade geral de aliciamento das pessoas pelo espírito da época, que também afeta católicos. Uma outra coisa é indubitavelmente a rejeição da encíclica “Humanae vitae” nos países ocidentais. Quando ela surgiu, em 1968, muitos intelectuais e teólogos católicos aceitaram a separação artificial do ato de amor da sua fecundidade, promovendo o sentido oposto ao da doutrina da Igreja. Desse modo, as ideias e as atitudes de muitos perante a sexualidade alteraram-se de uma forma tão sutil quanto trágica.
Uma vez que lhes parecia possível inibir a fecundidade sem deixar de se unir “pelo amor”, deixou de ser realmente compreensível que o ato de amor devesse se consumar consoante a sua natureza. Para ocorrer a relação sexual seria necessária a introdução do pênis na vagina, mas por que isso também não poderia ocorrer sem a procriação? Conceitos como “autodeterminação sexual”, “jogos sexuais” e “fantasias sexuais” começaram a produzir o seu efeito. Começou-se por afirmar e depois a acreditar que qualquer ato sexual praticado com outra pessoa poderia ser um ato de amor, desde que se desse num ambiente de liberdade e no âmbito de uma relação humana positiva.
Quem seguiu até aqui o raciocínio, dificilmente terá, evidentemente, qualquer possibilidade de argumentar por que razão esta visão das relações sexuais – dito sem qualquer eufemismo – não se aplicaria também ao sexo anal, indiferentemente de se tratar, nesse caso, de uma mulher ou de outro homem.
Isto significa que a [má interpretação da] “Humanae vitae” teve repercussões a longo prazo e muito profundas, abriu a porta à ideologia homossexual e destruiu em não poucos católicos o “sistema imunológico” católico contra a ideia, no fundo monstruosa, de que uma vida em padrões homossexuais poderia ser admissível no seio do catolicismo.
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Assim, nos encontramos hoje perante uma poderosa ideologia no sentido do politicamente correto, a qual afirma com pretensões dogmáticas: a homossexualidade é uma variante boa da natureza e os atos homossexuais podem ser tão boa expressão de amor quanto uma união conjugal. Quem não aceita isso é preconceituoso e comete, se também pregar ou difundir tal ideia, uma ação imoral e até punível.
Em semelhante época, abona a favor da corajosa objetividade de um cientista o fato de apresentar inequivocamente uma atitude de firmeza em relação aos resultados de sua investigação e, em defesa dos visados, também anunciar publicamente: as tendências homossexuais podem ser alteradas com a ajuda de um terapeuta. Esta “alteração” ou “cura” terapêuticas podem significar várias coisas, tal como acontece com as doenças físicas. Dá-se o primeiro passo quando o visado é capaz de reagir frente à sua procura desenfreada por um parceiro (ainda que apresente uma direção instintiva ainda homossexual). Mais longe vai aquele que sente tendências homossexuais apenas em tempos de crise e é capaz de as dominar. O fim que se pretende é a cura total, isto é, a atração estável pelo sexo oposto. A experiência mostra que isso também é possível.
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Visto que a Igreja ama as pessoas, preocupa-se com o bem-estar geral dessa pessoa. Esse amor a leva a fazer tudo para aliviar aquele que carrega a sua cruz – sempre que isso seja de algum modo possível. Só então a mensagem da cruz redentora ocupa o seu devido lugar.
Dom Andreas Laun, no prefácio do livro “Homossexualidade e esperança”.






















